16/10/2026 –, Esmeralda 1
Múltiplos papéis, contextos sobrepostos, TDAH e a vida acontecendo. Como notas em markdown, "IA" e um assistente chamado Zora me ajudam a navegar o dia a dia -- mas sem deixar a diversão de lado.
Tenho mais chapéus do que é saudável a uma pessoa só: executivo de uma consultoria pequena, dev sênior em uma empresa internacional, voluntário e líder de uma comunidade open source, filho, pai, marido e com diversos boletos para pagar.
Cada papel tem seu vocabulário, prazos, urgências e seu próprio modo de me consumir. Some a isso TDAH, os diversos interesses e hobbies, e o resultado é caótico.
Nessa apresentação eu conto como cheguei num workflow que parece funcionar pra mim:
- Notas em markdown como ponto de partida — uma forma de externalizar memória de trabalho e ancorar contexto entre janelas de atenção que duram pouco.
- Um agente de IA pra programação como catalisador: processos informais que eu carregava na cabeça viraram Skills e subagentes reutilizáveis.
- Zora, um assistente pessoal construído em cima disso, que cuida das tarefas chatas e repetitivas — documentar código, contabilizar horas, gerar relatórios, organizar burocracia — me deixando livre pra explorar as muitas ideias novas que aparecem no caminho.
Não é tutorial nem manifesto. É um relato pessoal, honesto, com o que custou caro descobrir, o que ainda não funciona, e por que essa é a MINHA solução — provavelmente não a sua, mas talvez possa ser a semente da sua automação
Palestra acessível a qualquer pessoa com experiência mínima em desenvolvimento Python, não exigindo conhecimento profundo de "IA" ou agentes.
Conhecimentos úteis:
- Terminal, edição de texto e markdown
- Uso ocasional de ChatGPT, Claude, Gemini, ou Copilot já basta
- Familiaridade com fluxo de desenvolvimento: versionamento, automação simples, scripts pessoais
- Fracasso com sistemas de produtividade (Notion, GTD, Calendário — qualquer um tentado e abandonado conta)
Não exige:
* Conhecimento interno de LLM, orquestração de agentes;
* Familiaridade com as ferramentas específicas que serão apresentadas;
* Sofrimento prévio com TDAH (embora ajude a conectar com a motivação).
Público-alvo:
- Devs de qualquer nível curiosos sobre integrar agentes em fluxos pessoais;
- Pessoas que acumulam papéis profissionais conflitantes;
- Neurodivergentes interessados em adaptar ferramentas ao próprio funcionamento;
- Quem já tentou várias soluções de produtividade sem encontrar uma que sirva.
O que vou entregar:
- Relato em primeira pessoa, opinionado, sobre uma jornada de construção de workflow ao longo de meses — com decisões, falhas e ajustes documentados.
- O que aprendi sobre externalizar contexto, transformar processos informais em configuração reutilizável e delegar tarefas repetitivas a agentes.
- Demonstrações concretas de fluxos rodando — documentação automatizada de código, contabilização de horas, organização de tarefas burocráticas — pra mostrar que não é teoria.
- Análise crítica e honesta sobre o que não funciona, os trade-offs envolvidos e limites do que automação pessoal consegue resolver hoje.
- Múltiplas referências a Star Trek
O que NÃO vai ter:
- Tutorial passo a passo: você não sai com um repositório clonável e instruções pra reproduzir o meu sistema.
- Propaganda de produto ou serviço: As ferramentas serão nomeadas por honestidade, mas a tese é sobre princípios — não sobre "use X".
- Mais uma talk de "IA vai resolver sua vida". O tom é pragmático, mas crítico (beirando o cético).
- Receita universal de produtividade. O resumo é que a melhor solução é aquela que você constrói pra si.
Érico Andrei é torcedor do Juventus, desenvolvedor Python, entusiasta de software livre, cofundador da Associação Python Brasil e contribuidor ativo do CMS Plone e de iniciativas de governo aberto.